União. Questão de sobrevivência.

Durante uma era muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos por não se adaptarem as condições do clima. Foi então que uma manada de porcos espinhos numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir e sentir o calor do corpo do outro. E todos, bem unidos agasalharam-se mutuamente, aqueceram-se enfrentando por mais tempo aquele tenebroso inverno. Porém, dessa maneira, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. Então, afastaram-se feridos, magoados, sofridos, dispersaram-se por não suportar mais tempo os espinhos dos semelhantes. Doía demais. Mas essa não foi a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a ficar congelados. Os que sobreviveram voltaram a aproximar-se pouco a pouco, com muito jeito, com precauções, de tal forma que cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas suficiente para conviver sem se ferir, sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim, com inteligência resistiram a longa era glacial e acabaram sobrevivendo por que ficaram próximos uns dos outros.

Se continuarmos mantendo a união podando nossos espinhos respeitando as individualidades e pensando na importância da convivência em grupo com certeza sobreviveremos a todas as dificuldades e a palavra do Senhor ainda nos orienta: "Melhor é ser em dois do que um, por que tem melhor paga do seu trabalho”, "Se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante”, "Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?, "Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra facilmente”.

12:59 07/01/2015Admin



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